Acompanhamento Terapêutico (AT)
Há situações em que o sofrimento psíquico ultrapassa o espaço da sessão, como dificuldades que se manifestam na escola, na convivência familiar, na circulação social ou na adesão a tratamentos exigem um dispositivo que vá além do consultório.
O Acompanhamento Terapêutico é essa extensão clínica no território onde a vida acontece.
O que é o AT
O AT é um dispositivo terapêutico indicado quando há necessidade de intervenção direta na rotina do paciente. Ele não substitui a psicoterapia.
Ele amplia o cuidado quando a presença clínica precisa se dar nos espaços concretos da vida cotidiana. Trata-se de um trabalho estruturado, com objetivos definidos, articulação com família e, quando necessário, com escola e rede de saúde.
Quando pode ser indicado
O Acompanhamento Terapêutico pode ser indicado quando há:
Dificuldade significativa de vinculação ou adesão a tratamentos;
Crises recorrentes ou desorganização intensa;
Risco de isolamento ou ruptura social;
Impacto importante no contexto escolar;
Condições do neurodesenvolvimento que demandem suporte ampliado;
Situações que exijam mediação entre sujeito, família e instituições/outras especialidades.
Cada indicação é realizada a partir de avaliação clínica. AT é um dispositivo de manejo clínico alternativo à internação e condutas compulsórias.
Quem pode se beneficiar
O acompanhamento é construído a partir de um projeto terapêutico singular (PTS).
Pode envolver:
Presença em ambiente escolar;
Intervenção domiciliar;
Mediação de vínculos;
Apoio na construção de autonomia;
Articulação com profissionais da rede.
A frequência, duração e formato são definidos conforme a complexidade do caso.





